segunda-feira, 13 de junho de 2011

Perder e encontrar

Eu te procuro nos espaços vazios dos meus dedos. No lado bagunçado da cama. Na respiração pesada no meu pescoço. Te procuro nas roupas jogadas no chão. Na ferocidade desses lábios que não são seus. No banco mais afastado da praça. Eu te procuro em todos os lugares que eu poderia te ver, mas você nunca está.

Eu te encontro em uma paisagem vazia, entre cervejas e cigarros, com um monte de amigos que não são meus. Em um sorriso jogado, que não precisa mais de mim para ser completo. Te vejo encontrando sentido em outros corpos, outras almas, que não te dão mais do que alguns trocados. Te encontro em todos os lugares que eu não queria encontrar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Eu te amo, que caralho.
Desculpa se eu sou foda. Babaca. Esquece o que eu disse. Já esqueci. Idiota. To aqui te esperando e você não chega. Nem vou. Então tá, não vem. Tu não quer. Sempre quero você do meu lado. Se for assim, não precisa esperar. Então não espero mais. Não espera mais nada? Te espero pra ver um filme, mas me trás um cigarro? Eu vou, mas espero que você tenha um filme bom. Tá brincando? Quero ver um filme bem down. Quero ver você. Porque você mora longe? To aqui tão pertinho. Tá mais longe do que deveria. Porque você me vê assim? Porque não posso sentir seus braços em volta de mim. Mas tá dando pra me sentir assim? Assim não é suficiente. Desculpa. Desculpa pelo o que? Não sei. Deixa pra lá. Deixo, sempre.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Quero deitar com você no final do dia sem compromisso. Não deixa ficar pesado, pode ser natural, porque assim a gente se entende. É sem gritar que se escuta. Deixa o toque falar, não força a cama hoje a noite, pode sorrir sem medo de se entregar. Não diz que me ama quando acordar, deixa que eu descubro. Deixa que eu te ame de volta. Deixa tudo de lado, escondido nos lençóis, misturado nesse meio termo e eu continuo te deixando, porque sei que vai voltar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Eu já rodei esse quarteirão três vezes e ainda não encontrei um motivo para parar. Tento me lembrar quantos cigarros eu ainda tenho pra fumar. O barulho dos relógios me diz que nosso tempo acabou. Estamos sozinhas mais uma vez. Onde fui que eu te perdi, onde eu deixei você escapar pelos meu dedos... tão silenciosa?

Eu te vejo partindo e me esquecendo e me roubando partes vitais para acordar na manhã seguinte. Eu não vou atrás. Porque não me importo. Mas não desista de viver, meu amor. Ainda existem tantas coisas bonitas para se ver, tantos amores escondidos, tantos sorrisos esperando por você. E eu também quero te ver sorrindo. "Vai passar, eu prometo, eu prometo que vai passar". Te quero bem. Preciso do seu sorriso, para poder respirar. Cuida de mim, que eu cuidarei de você.

Persistência? "Mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?"

domingo, 29 de maio de 2011

Deu de novo

Tá tudo bem, tudo bem... aconteceu de novo. Não acostumou ainda? Ah, para com isso. Tá escrito na parede do seu quarto, eu já rabisquei pra não esquecer. Pra transformar numa filosofia, vou te lembrar mais uma vez: minha crise só tem um tema. É amor. Que saco, né? Queria mais era conversar sobre política. Sempre a mesma coisa, não muda nada, só piora. E a culpa é sua mesmo, não vou tentar esconder. Sempre caio nessas e nem vou dizer que agora é nunca mais, porque me conheço bem. Vou ficar numa fossa tremenda. Fazer o quê? Amor é danado, nos dá tudo e depois tira. Liga não, meu bem, essas coisas acontecem. Meu coração, cheio de cicatrizes, que reservou um lugar bonitinho pra você, aguenta mais uma. Mais duas, quem sabe até três. Mas de três não passa. Pensando bem, quanto de coração eu ainda tenho pra amar? Ah, vai saber... mas quem é que sabe? Nossa, que saco, esse assunto de novo. Ih, nem me vou me estressar, daqui a pouco vem outro texto com a mesma coisa. É, vida de quem ama não é fácil.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

É, meu bem, faz tanto tempo
Que te espero aqui dentro
Meu coração ficou sozinho
Mas já vai voltar
Não vai acabar
O nosso amor...

É, amor, não faz sentido
Andar por aí de coração partido
Enquanto existe alguém pra te amar
E não deixa esfriar a nossa cama
Que depois de amanhã

Já vai voltar
Não vou deixar acabar
O nosso amor...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sei lá. Fico nesse meio termo. Nesse ir e vir. Penso demais em você, mas não é suficiente. Onde foi que te larguei? No meio dessa cidade, que horas você começou a ficar confusa? Perde-se a noção do que é ontem e hoje, perdem-se as memórias que costumavam nos acalmar. Então, onde foi parar nosso bom senso? Não quero mais ficar parada. Corri tanto por você, que passei na sua frente. Eu tropecei tanto para você me notar, que outra pessoa acabou me encontrando.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Liberdade é me prender a você

O que estamos fazendo nos olhando desse jeito? Devíamos nos levantar e retornar para onde moramos. Não é exatamente como nossos sonhos de criança. Eu poderia levar essas rosas para a casa na árvore e fazer florescer nosso céu. Ciano. Construiremos nossa escada para alcançarmos as estrelas e eu prometo que abandonaremos os cigarros em cma dessa TV que não muda de canal. "O que é felicidade?" Construir uma cerca que limita a nossa preocupação com toda essa perfeição. É encontrar sentido na bagunça do seu quarto. Deixar que uma música o toque profundamente. É olhar para dentro de nós e encontrar um verdadeiro amor.
Eu te vejo parada em frente a minha casa, a pouca iluminação dos postes dá sentido para minha ilusão quando eu aceno para a única pessoa do mundo que poderia me entender agora.

"Fica fácil assim, viu, amor?"

Sem você aqui fica mais confortável sentar nesses bancos abandonados da praça central dessa cidade-fantasma, onde os amantes se escondem de suas histórias, já escritas, com medo do que virá depois, pois é seu destino chorar demais por um pouco que se ama.

"Vale a pena assim, viu, amor?"