quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Fin
Eu tento te manter mais longe mim, mas sempre abro a caixa com teu cheiro, isso quase me faz desistir. Eu não te amo mais como da primeira vez, por mais que eu te queira. É assim, eu sei, não existe amor que não se acabe, toda luz um dia vai se apagar. Isso não quer dizer que alguém errou... ah não, foi o tempo. O tempo que passa rápido demais para os apaixonados. E sabe o que acontece com aquelas cartas? Transformam isso em um amor surrado, que volta a ser paixão. Mas tu sabes, eu sei, os beijos não sustentam nossa casa.
domingo, 15 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Fechei os olhos, dormi
Talvez eu não esteja triste, eu só parei de sentir. Parei de sentir o vento, de correr atrás das estrelas e pular no mar. Eu não sinto mais a queda, não enxergo o seu rosto, não me arrepio mais. Procuro minha adrenalina, perdida nesses relógios, andando desnorteada com um cigarro na mão. E essas ruas que me lembram você? Tudo parece sumir, menos a sua ausência. Eu ainda vejo suas cores na esquina, ouço suas músicas na minha cama, eu ainda leio o cheiro dos seus livros... e mesmo assim, eu parei de viver. Não, não de respirar... só de viver.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Pura verdade
Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre.
Paulo Coelho
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Star
A colisão é bonita. Tem luz, tem aplausos, tem platéia. As pessoas esperam por uma, aguardam anos, quando uma estrela explode não há nada mais majestoso. Seria perfeito, um espetáculo, se não doesse, se a indiferença de uma semana depois não corroesse devagar.
Eu falei que eu era forte, mas talvez eu realmente só acostumei a me esconder. Mas não agora, não dessa vez.
Sei que você me quer.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
É a unica verdade
Fiz pose, enchi o pulmão de ar e comecei: li aquelas palavras daquele cara, que sem mais, é foda. Li alto, achando que ela ia adorar. Chegou ao fim, fez silêncio, um pouco depois, risadas. Eu não entendia, como ela podia não ter gostado? Senti aquela vergonha, aquele ar quente subindo, tentei defender, era como se tivessem falado mal dos Beatles. Relaxei. Procurei um texto melhor, talvez aquele realmente não fosse bom. Olhei meus autores favoritos, vasculhei minha mente. Nada. Mexi nos papéis velhos, mas então me deparei com algo que eu já havia esquecido a muito. Umas folhas rabiscadas, palavras próprias, palavras antigas. Li, devagar, do jeito que ela gosta. Parei, fez silêncio, um pouco depois, lágrimas. Tão quietas que eu não as ouvia.
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