terça-feira, 19 de abril de 2011

De onde eu tirei a idéia de que não quero mais viver?

Palmas, palmas, abram espaço para que passe por nós esse frio que aos poucos nos corroerá e nos tornará miseráveis sofredores do amor que acabou e não volta mais. Me disseram que nunca haviam ouvido falar em finais. "De maneira alguma isso existe!", esbravejavam. Pobres sonhadores, iludidos e presos em suas convicções. Todos eles só ouviram falar sobre aquele amor surrado e gasto. Nenhum deles o havia vivido tão intensamente. Não como você, que acabou com toda minha esperança ao gritar em sussurros que o que a fez sorrir, também a matou. "Jamais pretendia ter amado assim, só me restaram as dores espalhadas por toda minha casa", foi assim que você me contou.

De onde eu tirei a idéia de que poderíamos ser felizes para sempre?

Cruel aquilo que chamam de paixão. Nós dá tudo e, ao mesmo tempo, nós deixa sem nada. Nus. Perdidos no caminho de casa. Caminho que conhecemos a anos, mas que nos confunde com tanta bagunça. Existe sim uma decepção para os amantes. "Quando acabou, eu estava cega", eu te ouvi dizer. E então, compreendi. O amor é bom, mas é traiçoeiro. E assim, finalizei minhas dúvidas, só por não querer aprender mais.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vermelho

Quis tanto te ligar ontem, quis tanto te dizer, lembrar das coisas do passado que, ainda assim, estão tão frescas na minha memória. Você ficou tanto tempo distante, deixou o teu cheiro espalhado na minha casa, deixou tua ausência me lembrando que você não estava ali.

E então você volta. Fala baixo, me faz arrepiar, me deixa sem razão, me faz pensar que talvez seja hora de fazer tudo errado. Me conhece tão bem, me faz rir tão fácil. Parece brincadeira essa tua cara, parece desleixo esse teu jeito de andar, mas é só pra me conquistar.

Não desliga agora, deixa eu sorrir mais um pouco e me sentir confortável no teu sorriso. Guarda meus cigarros na tua bolsa que hoje eu vim sem nada e tô querendo me arriscar em você.

Eu quis não gostar de você, quis fingir que não era nada demais, mas tu insiste em soltar faíscas, fazendo explodir tudo que existe dentro de mim.

E é bonita a explosão.
E me faz te querer.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ex-amor

Te vejo distante, mas você nunca some por muito tempo. Cheia de manias, de casos, confusões, tão confusa, tão indiferente. Te vejo partindo, mas quem guarda os cigarros no tênis? Não complica. Amor ou ex-amor? E existe isso? Te sinto, sinto saudades, sinto você, mas parece tão longe, você anda tão apagada nesses últimos dias. Pintura em preto e branco, sozinha, perdida. Quer amar mas não quer ser um ex-amor. Quer existir, mas não quer morrer depois. Como você é?

quinta-feira, 24 de março de 2011

É o jeito que você me olha fumando com esse olhar de reprovação, seu jeito de ficar longe querendo ficar mais perto, sua mão na minha perna e eu te pergunto querendo afirmar “você tá nervosa?”. Porque eu quero que você esteja. Quero que você perceba que não, não há mais tempo pra esperar. Encosta tua cabeça no meu ombro, deixa eu falar que você me deixa com vergonha e não hesita em me beijar. Não deixa a chance passar, não me deixa ir embora de novo com essas idéias tão confusas, esses sinais me embaralhando, enquanto ando na sua frente com a chuva me dizendo que talvez seja hora de desistir. E se eu desisto, não volto, não te cobro, deixo você parada querendo me amar, mas sem coragem de pegar na minha mão e dizer “é contigo que eu quero ficar”. Porque eu quero ouvir que eu sou a solução dos seus amores interrompidos, mastigados e assim, tão complicados. Posso te levar pra minha casa, afirmar que te amo, porque nessa vida, quem sabe? Nada, nada se sabe. Posso acordar um dia e decidir que talvez seja hora de tentar de novo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

So long ago

Eu sei como te esperar. Como se fosse um sonho teu, com cigarro na mão e o cabelo no rosto, coração acelerado, um abraço que espero a tanto tempo. Queria sair daquele hotel, queria te mostrar o meu mundo, meus olhos, meu coração. Eu quis sua atenção, seu amor, uma volta no parque, um café. Te mostrar minhas roupas, meu jeito, meu sorriso de satisfação. Eu queria você.

Fiquei minutos te esperando voltar, confesso. Meus cigarros acabaram, minhas mãos suavam, as palavras queriam sair, mas travavam e eu ficava ali, parada no meio de outras mil pessoas. Eu sempre soube que de longe encontraria você. E encontrei. Eu não queria ter ido embora, não queria ter deixado você andar na minha frente. Queria atravessar a rua de mão dada, esperar um beijo seu, me sentir calma, mas não deu. Te vi saindo, indo embora, se misturando, deixando de ser aquele amor antigo. Eu não gostei do fato de você não ser minha.




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu te amo da maior maneira possível. Como namorado, como amigo, eu te amo como uma parte de mim, com todo meu coração. Hoje acordei com alguma coisa faltando. Uma parte da alma, uma saudade imensa de você. Senti falta de existir para ti, ser seu amor, seu carinho, o motivo do seu sorriso e do seu choro. Me afastei algumas vezes, eu errei, quebrei, mas sempre que vou dormir penso em você e em como quero te abraçar, te sentir, te provar que ainda sou eu. O amor da sua vida, a melhor pessoa para você. Alguém que quis existir e não conseguiu. Sinto tanto carinho por ti, sinto tanto você comigo, me arrepio bruscamente, mas não é sexo. É amor. Do jeito mais puro, mais ingênuo. Vontade de tocar e ficar perto, transformar paixão antiga em amizade revestida, pintada com sete cores, como se não houvesse amanhã e nem timidez. Como se fosse só eu e você.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

20 anos

Você já reparou que de uns tempos pra cá você só tem reclamado da vida? Que as pessoas são máquinas, que seu emprego é um ritual, que seu corpo tá uma bosta, que sua família é um porre, que os homens são umas vacas no pasto, que nada tem graça e que tudo é igual? É o dia inteiro assim: "eu sou uma infeliz, uma gorda, eu não sei o que eu quero, eu não conquisto ninguém, ninguém me ama, ninguém me quer. Minha família parece um curto circuito, etc. etc. etc." Credo, que vidinha miserável que você tem, heim?
É, realmente...
As únicas compensações que você tem é que de vez em quando essas m
áquinas te chamam para sair, bater um papo, ir pra festas conhecer gente nova, te fazem alguns elogios... o seu emprego financia algumas coisinhas como o Estetic Center, aquele jazz mixuruco, estas roupas barangas, viagens para o Rio, excursões, estas besteiras que qualquer um pode ter...
O corpo s
ó serve para dançar nessas Upstairs da vida, fazer apresentações de dança no final do ano, andar pela praia no verão, dar um voltinha de bicicleta na Pampulha. Tem uns olhos que vêem o céu, o mar, as estrelas, as flores, os gatos (só, viu?) Tem dois ouvidos que de vez em quando ouvem um som do Gênesis, AHA, Vangelis (musiquinhas no telefone!) Até umas cantadinhas rolam, que procê num é nada. A boca? Só serve para ganhar refrigerante com bilhetinho, carona ida e volta para a cachoeira. Grandes bosta. Bem, serve também para conversar, cantar, mas isso é o de menos! Quanto a cabeça, além de ser sadia, funcionar bem e comandar tudo, não faz mais nada. Quanto a ninguém te querer... realmente, viu? Agenda de recados com fulano ligou, biltrano falou que você é muito boleira, o Príncipe Encantado já ligou só 3 vezes, ou o outro te chamou para ir para o Rio com ele. É, num ta bom não, né? Família? Só tem um pai, uma mãe, 3 irmãos. O pai só paga o rango, o apto, colégio, sai para passear, adora dar conselhos, paga o aparelho 2 vezes e ri sem achar graça. A mãe anda pra cima e pra baixo vendendo roupas pra comprar roupas pra mim e os 3 irmãos. Que por sinal adoram ser fotografados juntos e abraçados. Essa é boa. Quanto aos homens vacas... você não vive sem eles. A única vantagem que eles tem é o deleite que eles proporcionam, beijos, carinhos, abraços... E, com tão pouca vantagem para tantas desvantagens, porque você não tenta suicídio?

Ester Castro (minha m
ãe, gente!)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

If you want, I want

Parei um pouco pra olhar pela janela e tentar encontrar meus sentimentos que há tanto tempo se perderam nesses relógios. Complicado tentar explicar o que eu sinto quando fecho os olhos e vejo você, porque de todos os meus amores e todos os meus casos, você está sendo a que me toca mais rápido, mais profundamente e sem medo algum. Medo tenho eu, de te amar, te gostar muito, de uma forma que não dá pra conter. Assusta ter alguém que te sente o tempo inteiro e quer te ter de uma forma que não se explica, só se quer. Eu quero me arriscar, mas e quanto a você?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pra mim a maior declaração que existe é "Um dia quero escrever sobre você." Porque a gente só escreve sobre quem passou e marcou muito. Eu só rabisco sobre quem amo e quero e lembro tanto que até mostro aos meus amigos. E eles, quando lêem, conseguem ver o teu rosto.

domingo, 2 de janeiro de 2011

happy new year

Quando você se sente sozinha no meio de milhões de pessoas?

Eu tentei entender o que todo mundo procura. Acordar com calor no inverno, tropeçar nas roupas jogadas no chão, ver dois cigarros no cinzeiro. Queremos amor o tempo inteiro, sentimos uma necessidade tão grande de sermos parte de alguém que nos esquecemos de sermos
nós mesmos. Isso tudo transforma nossa casa em uma bagunça. Você também procura. Eu sei que sim, porque te vejo todos os dias querendo me chamar sem conseguir.

Tudo bem, meu bem... eu não te culpo.
O amor
é bom, mas é traiçoeiro.