sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Changes

Esse novos hábitos não parecem tão novos em você. Essas palavras antigas, teimam em parecer novas, mas não são saem da tua boca. Teu olho verde, ou nem tanto, como eu costumava dizer, não enxerga a unica coisa que deveria ver. Parece que agora eu estou na tua frente, mas não ao teu lado, como deveria ser.

I miss you

Tu me tira o sono. Durmo descoberta, teu corpo no meu parece quente. Tu girou minha vida na direção dos teus desejos, mesmo que eu nunca houvesse pensado em ti antes, nem sonhado contigo sentada na minha cama. Esquece os cafés, os cigarros e a minha insônia, é você que me deixa acordada a noite toda. Eu acho que comecei a pegar fogo desde que te encontrei. Boa noite.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

III

(...) Eu parado na porta às quatro da manhã. Você indo embora. Eu me perdendo então desamparado entre cinzeiros cheios e garrafas vazias. Você indo embora. Eu indeciso entre beber um pouco mais ou procurar uma beata em plena devastação ou lavar copos bater sofás guardar discos mastigar algum verso adoçando o inevitável amargo despertar para depois deitar partir morrer sonhar quem sabe. Você indo embora. Acordar na manhã seguinte com gosto de corrimão de escada na boca: mais frustração que ressaca, desgosto generalizado que aspirina alguma cura. Tocaria o telefone? Você indo embora, fotograma repetido. Na montagem, intercalar. Você indo embora você indo embora.

I need you II

"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativas. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada."

I need you

"Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto."

domingo, 12 de setembro de 2010

The real life

Foi como quando nos dois viajamos pro litoral, e quando nós bebemos até começar a tropeçar e foi do mesmo jeito que esbarramos um no outro, andando enquanto o chão começava a tremer. Foi exatamente igual quando você me levou pra conhecer aquela montanha e ficamos ouvindo as minhas músicas até o amanhecer, enquanto você me olhava discretamente e reclamava do meu mal gosto. E, sabe, quando você jogou água em mim... você pode tirar a blusa se quiser, foi o que você me disse. E eu tirei. Você também tirou. E ficamos os dois perdidos, enquanto o chão começava a sumir. E ficamos os dois tocando, querendo entir mais do que era possível sentir. E foi do mesmo jeito que o tempo passou, que um dia eu acordei e não te vi mais. Foi como quando nós brigamos por nada, exatamente a quando choramos até ficar claro que tudo isso ia acabar. Foi quando você deixou de me acordar todos os dias e deixou de dizer que me ama, só de me olhar. E, sabe, quando você enxugou uma lágrima minha... nós vamos dar um jeito, você disse. Mas não deu. Eu também não. E ficamos os dois perdidos, enquanto o chão começava a sumir.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

That's what freaks me out

Tu me tira o sono. Durmo descoberta, teu corpo no meu parece quente. Tu girou a minha vida na direção dos teus desejos, mesmo que eu nunca houvesse pensado em ti antes, nem sonhado contigo sentada na minha cama. Esquece os cafés, os cigarros e a minha insonia, é você que me deixa acordada a noite toda, com esses pensamentos enrolados, todos embaraçados, loucos para sair. Eu acho que comecei a pegar fogo desde que te encontrei. Boa noite.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Hoje de noite deixa a porta aberta

Eu gosto do escuro, é, eu gosto mesmo do escuro.
Ontem eu conheci uma guria, ela tinha o seu nome.

O teu cheiro, a tua voz.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mudança de hábitos

Ele cheirava a terra e limão, a camisa xadrez suja de café, o hálito de menta com cigarros. Deitado no meu colo, olhando o céu azul, esfregando as costas na grama alta. Eu quase entendia o que ele queria me dizer, me fazendo concordar com seus reflexos. Me apaixono todo dia, ele disse, e é sempre pela pessoa errada. Eu sorri e disse "Eu gosto de você também."